terça-feira, 7 de outubro de 2008

E Viva O Palavrão!


Encontrei esse texto em um blog que, sinto muitíssimo mesmo, não recordo o nome. Mas a autoria copiei junto com o texto e, como sempre faço aqui, caso copie a matéria de algum lugar, dou os créditos ao devido autor. As sábias palavras abaixo são de Pedro Ivo Resende. Relaxem e riam com sua sabedoria em relação aos palavrões...Eu ri...

"Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.

"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o DVD do Dire Straits.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto,você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do"foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.". Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se."

by Pedro Ivo Resende
"Copie com Autoria"

7 comentários:

Arcano 13 disse...

uauhauhauha

realmente mto criativo! e o que seria da vida em alguns palavrões pra desabafarmos nossos sentimentos?! ;p chato são os que não falam palavrão e se ofendem msm qnd não é com eles!

tchau!

†YaGo-SaN† disse...

aeuahUHUEAHAUehaEUAehauE
já tinha visto isso, tem uma video no youtube dos seguranças do zorra total falando isso xD
abraços!

http://wallnosekai.blogspot.com/

Euzer Lopes disse...

Texto bom pra caralho este teu.
Quem o criou teve uma imaginação foda.

RJ disse...

gostei geral do texto

e rí pra karalho...

afinal, karalho é com "k" ou com "c"?

.. ahh, quem quer saber dessa porra!

jαnα ¦D disse...

Concordo plenamente com esse texto HAUhuhauHAUhauHUAH
Eu não sou lá muito de usar palavrões, mas eles estão tão presentes que as vezes me pego falando sem ao menos perceber...mas a única coisa que realmente faz parte do meu vocabulário é "merda". Nossa, falo isso o tempo todo! :D

Abraços.
='-'=

Vitor Fernandes disse...

Mto bom esse texto!
O autor dele é Millôr Fernandes, o cara é muito bom. Se você tiver oportunidade tenta ler um livro dele que chama "Fábulas fabulosas", Mto Bom!!

Flwww

Anônimo disse...

MANERO PRA CARALHO ESSA PORRA DE TEXTO QUEM Ñ GOSTA DE FALAR PALAVRÕES FODA-SE